Big Data Analytics nas eleições: o diferencial competitivo

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Com importantes mudanças na lei eleitoral, a personalização da comunicação com o eleitor se faz cada vez mais necessária, com menos promessas e mais diálogo. Mas não basta estar na internet, é preciso se orientar quanto às tomadas de decisão com base em inteligência e estratégia a partir das informações geradas nas redes sociais. Não estamos falando de feeling. Estamos falando de dados.

Com a redução do tempo de campanha eleitoral e a proibição de doações de empresas, o tempo da pré-campanha aumentou e o trabalho de convencimento dos eleitores agora deve ser constante.

O eleitor 3.0, que agora é partícipe, quer diálogos argumentativos e não possui uma decisão de voto linear. Não é só ouvinte, quer ser protagonista do discurso. Muitos ainda são antipolíticos, por influência da corrupção recorrente e na descrença da efetividade do poder público brasileiro. O novo eleitor, além de mais informado, espera que o seu candidato tenha uma postura humilde, passível às críticas, sendo verdadeiro e responsável (indo além do discurso teórico).

A maior dificuldade dos políticos é entender que o espaço de diálogo das redes sociais. Isto porque muitas vezes, o político vê apenas os usuários envolvidos na mensagem, ignorando fatores importantes, como engajamento, performance das redes sociais, imagem e influência social.

As mídias sociais não devem ser vistas como prestação de contas, mas sim como espaço de interação, com o dia a dia do candidato, se mostrando presente como uma pessoa que também tem suas opiniões, falando principalmente o que as pessoas querem ouvir. Elas querem histórias (storytelling). Querem conhecer a realidade. No final das contas, é com a pessoa que os eleitores querem se relacionar.

No boca a boca, é impossível monitorar os assuntos mais comentados, o direcionamento e a satisfação dos cidadãos sobre os serviços, os temas públicos e o candidato em si. Por isso, o big data analytics é muito importante. A análise do grande volume de dados espalhados na internet é a peça-chave para a tomada de decisão estratégica dos negócios e claro, da política. O presidente Obama já trabalha com Big Data nas eleições desde sua primeira campanha eleitoral, que foi construída a longo prazo, mas prezando primeiramente por conhecimento de público e estratégia de captura. Por isso, o mais importante em uma análise de big data não são os dados, mas o que você vai fazer com eles.

Campanha de marketing político digital não é só Facebook. Isso serve para curtida, não para voto. Para transformar a curtida em voto envolve muito mais que uma publicação com um santinho. É preciso entender que existe uma etapa entre a descoberta e a escolha do candidato, que denominamos funil de conversão de eleitores. Esta etapa envolve formação de conteúdo, formatação de mensagem, técnicas de engajamento, planejamento editorial, ferramentas de mobilização, capacitação de militância, captação de mailing segmentado, e, claro, comunicação política efetiva para transformar o observador em eleitor.

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Funil de Conversão de Eleitores. (Evento Share – Confirma 2016)

É evidente que político nenhum ganhará uma eleição só com a internet, mas com planejamento estratégico de marketing digital e big data, a possibilidade de retenção de voto e de estímulo à militância é maior. Nestes novos tempos, o político que souber aproveitar a ciência de dados a favor de sua campanha sai na frente.

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