Novas mídias e novos negócios

No dia 12 de novembro de 2015 participei como palestrante do 1º Convip – Ciclo de Palestras do curso de Comunicação Social da Faculdade Pitágoras, de Linhares, ES. Na oportunidade, discutimos sobre novas mídias e novos negócios. Compartilho agora os principais pontos abordados da temática:

OCEANO VERMELHO

No oceano vermelho, a concorrência é sangrenta e o mercado, saturado das mesmas ideias. Nele, as empresas competem em mercados existentes, numa briga de concorrência e exploração de demanda existente. A empresa faz a compensação entre valor-custo e alinha a empresa inteira com sua escolha estratégica de baixo custo ou diferenciação, na perspectiva de defender a posição atual.

OCEANO AZUL

No oceano azul, as empresas criam novos mercados, tornando a concorrência irrelevante a partir da criação de novas demandas. Desta forma, é possível quebrar a relação entre valor-custo, alinhando a empresa inteira com sua escolha estratégica de baixo custo e diferenciação na perspectiva de inovar e perseguir novas oportunidades. A internet é um exemplo com seu universo de possibilidades a ser explorada.

CONSUMIDOR

O comportamento dos consumidores e as expectativas mudaram para sempre. Com os telefones poderosos em nossos bolsos, fazemos mais que apenas verificar o tempo, o texto de um cônjuge, ou conversar com amigos. Voltamos para os smartphones com intenção de esperar das marcas respostas imediatas  para nossas necessidades. Para fins de estudo, o Google Think as definiu como: eu quero saber, eu quero ir, eu quero fazer e eu quero comprar.

eu quero saber - google

eu quero ir - google

eu quero fazer - google

eu quero comprar - google

Nesses momentos, as decisões são tomadas e as preferências são moldadas. O desafio é entender e aproveitar ao máximo os pontos interligados da jornada de consumo (conhecimento, consideração, intenção e decisão) definindo os fundamentos de métricas antes de mergulhar no trabalho criativo. Para o presidente da DPZ&T, Eduardo Simon só criatividade é pouco para lidar com a dinâmica atual do mercado. É preciso aliá-la a resultado. “A publicidade como nós conhecíamos morreu. (…) Antes, o trabalho da agência acabava quando a campanha ficava pronta. Hoje ele começa”.

jornada do consumidor

Jornada do consumidor

Momento Zero da Verdade – ZMOT

A jornada da decisão de compra mudou. Cada vez mais, pessoas buscam informação de um produto ou serviço pela internet antes de realizar uma compra. O ZMOT é isso, um novo acréscimo vital ao processo clássico de três etapas (estímulo, prateleira e experiência). O que foi uma vez uma mensagem agora é uma conversa. Os compradores hoje encontram e compartilham suas próprias informações sobre produtos de sua própria maneira, em seu próprio tempo. O boca a boca está mais forte do que nunca e pela primeira vez na história da humanidade, o boca a boca é um meio arquivado digitalmente. Nenhum MOT é pequeno demais. Se os consumidores pesquisarão na Internet desde casas até assistência médica, eles também o farão com band-aids e canetas esferográficas. Os MOTs estão se encontrando. Nossos dispositivos móveis são máquinas de MOT. Conforme o uso de celulares cresce, os momentos zero, primeiro e segundo da verdade estão convergindo.

OMNI CHANNEL

Em comparação com outras categorias, como onechannel (canal de via única) e multichannel (canal de múltiplas vias), o omnichannel veio para mostrar que atualmente, trabalhando com dados de diferentes fontes e diferentes canais, é possível descobrir mais sobre clientes, inclusive oportunidades perdidas ao longo do processo de consumo. Por mais que a revolução da mídia social significou a troca de duas vias no diálogo e na interação, o omnichannel pode ser considerado, no cenário de novas mídias e novos negócios como a realização de um negócio social. Os dados de preferência pessoal podem ser usados universalmente em dispositivos e com isso, a marca pode saltar para as oportunidades reais através da interpretação de dados, entendendo as reais necessidades dos clientes, oferecendo o complemento das decisões de compra (cross selling) ou até itens melhores com base na escolha (up-selling). Desta forma, a decisão final de compra, o preço, o relacionamento, os serviços e a continuidade da comunicação serão todos considerados, independente da mídia ou da ordem de impacto da marca pelo canal.

BIG DATA

Growth Hacking Marketing, ou “Marketing de crescimento hacker” é uma palavra nova para a maioria, mas uma prática há muito realizada pelos gerentes de produto do Vale do Silício. Com a mídia de massa desaparecendo e o ataque da customização em massa e do nicho web, o marketing como nós conhecemos nos últimos 100 anos morreu. As pessoas estão sendo bombardeadas com os dados e a tendência e que independentemente de quão bom um widget ou aplicativo seja, as pessoas estarão fadigadas pelo interesse. O problema agora é a distribuição que enfrenta cada produto e cada inicialização.

Growth Hacking Marketing apareceu como a maneira moderna de atingir um mercado e distribuir uma idéia, puxando insights de economia comportamental e gamificação para encontrar a mensagem certa, vinda dos usuários. A estratégia de crescimento está dentro dos parâmetros de um método escalável e passível de ser replicado para o crescimento, impulsionado pelo produto e inspirada por dados. Os objetivos são baseados em marketing, mas impulsionados por intuições sobre os produtos, vivendo na intersecção de dados, produtos e marketing. No entanto, vale ressaltar que o Growth Hacking Marketing é um processo, não um livro secreto de idéias. Estratégias de crescimento não podem ser facilmente copiadas e coladas de produto para produto. Além disso, o crescimento nunca é instantâneo.

Se tratando de big data, toda e qualquer informação é poder quando se transforma dado em conhecimento aplicável.

MÉTRICAS DE VAIDADE

Os dados superficiais não corresponde com a realidade. É preciso averiguar a verdade por trás dos fatos. Confira aqui o post detalhado sobre o tema.

PENSE LOCAL

Encontre novas soluções para os problemas de sempre, mas não deixe o pensamento local matar o seu negócio.

PENSE DIGITAL

Não é sobre estar ou não nas mídias sociais. É como as mídias sociais catalizam os resultados do negócio.

PENSE GRANDE

Se o mundo é tão grande, pra que pensar pequeno?

Instagram: dicas relevantes para promover sua marca

Já faz um tempo que a rede social Instagram é a nova queridinha das marcas. O serviço de compartilhamento de fotos online móvel atualmente possui mais de 300 milhões de usuários ativos. Não é a toa que se tornou a rede social para marketing  baseada em imagem, mesmo que há algum tempo já oferece o serviço de compartilhamento de vídeos curtos. O conteúdo visual é cada vez mais importante para uma boa estratégia de marketing. Porém, surgem as dúvidas: será que todas as marcas deveriam estar lá? Quais as melhores práticas?

Para responder a estas perguntas, criamos um artigo baseado no estudo “The Science of Instagram” (A ciência do Instagram, em português), realizado por Dan Zarrella, da HubSpot. Para o estudo, foram considerados quase 1 milhão e meio de fotos de mais de 500 mil usuários de Instagram pelo mundo. Além disso, foi considerado o estudo das principais tendências para o Instagram em 2015 destacados pela Brandwatch. Os resultados compilados dessa análise você vê agora nos tópicos: dicas relevantes para promover sua marca.

Use mais hashtags

Há uma relação direta e positiva entre o uso de hashtags e o crescimento de interações no Instagram. Quanto mais hashtags uma foto tiver, mais provável que uma nova interação aconteça e a taxa de engajamento aumente. Mas cuidado: use com parcimônia e certifique-se que a tag faz realmente referência ao assunto e que a postagem poderá ser facilmente localizada. Hashtags genéricas tem pouca utilidade mas se forem mais específicas, poderão atrair um público qualificado. O Instagram limita o uso de 30 hashtags por post e hashtags demais pode soar negativo. Lembre-se: o que funciona no Instagram não funciona no Facebook, por exemplo.

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The Science of Instagram: Número de tags x Comentários e likes por seguidor 

Estimule o engajamento com uma call-to-action

Chamadas no Instagram como “curtir” e “comentar” pode aumentar em 2.194% o nível de interação. A dica é contextualizar a chamada de ação para o conteúdo. Afinal de contas, o perfil pidão sem o papel humano da marca pode ser um ponto negativo se mal administrado.

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The Science of Instagram: Número de tags x Comentários e likes por seguidor 

Agora, se você quer que as pessoas visitem seu site, por exemplo, peça para que cliquem no link da bio, já que o espaço de texto para legenda e comentário não permite que uma URL divulgada seja clicável.

Um estudo realizado pela Forrester descobriu que as postagens de Instagram atingiram uma taxa de 4,21% de engajamento por seguidor, ou seja: 120 vezes mais engajamento por seguidor que o Twitter e 58 vezes mais do que Facebook. Essa é a hora de se investir em engajamento no Instagram

Instagram Ads: Prepare-se para pagar

Muitas redes sociais, como o Facebook, têm matado aos poucos o alcance orgânico de seus posts, deixando-o com nenhuma outra escolha a não ser pagar para a garantir as impressões. Quase todas as redes sociais tem se rendido para a publicidade. Plataformas como Facebook, Pinterest, Twitter, LinkedIn e Snapchat têm experimentado novas opções de publicidade.

Uma das coisas que faz Instagram original é a falta de anúncios, considerando sua grande popularidade. Mas isso está prestes a mudar no Brasil. Anúncios já foram amplamente testados nos EUA desde novembro de 2013, incluindo marcas famosas como Macy’s, Michael Kors, Mc Donal’s, Levis e Adidas. O Instagram limitou-se a parceiros selecionados porque entende a importância de manter os anúncios com um grau de pertinência e naturalidade para que não seja invasivo para o usuários. Isto significa que qualquer empresa que deseje anunciar no Instagram deverá apresentar um estilo criativo sob a pena de ser reprovado. Isso já está acontecendo com anúncios no Facebook, então não será surpresa no Instagram.

O Instagram está lançando anúncios de imagens carrossel em uma base limitada ainda em fase de testes. Essa nova modalidade inclui links clicáveis, direcionando o usuário para fora do perfil. Veja o exemplo divulgado:

Atualmente a segmentação de anúncios em foto e vídeo baseiam-se em idade, sexo e país, além é claro em hashtags e followers. Os primeiros ads não saíram por menos de $10,000. Até julho de 2015 rodará um teste beta de Instagram Ads só com algumas agências brasileiras e depois desse período, será aberto ao público através de integração com o Power Editor, do Facebook. Acesse o Business Instagram e tenha acesso às novidades sobre posts patrocinados e outros insights para sua marca.

instagram ads

Instagram Ads: Marcas como Levis, Mc Donald’s e Michael Kors já anunciaram nos Estados Unidos. Vivo e foi uma das pioneiras no Brasil.

Mais sentimentos e menos blá blá blá

Por ser uma rede social mobile, inevitavelmente os usuários não querem acompanhar as produtos e serviços de uma marca apenas, mas o que ela representa para eles. Essa representação deve estar traduzida na publicação do Instagram. Não é a toa que, segundo a pesquisa The Science of Instagram, fotos contendo pessoas no Instagram possui 35% mais engajamento que as fotos sem. No instagram, a conversa deve ser prioridade, seja por texto ou por expressões clássicas no mobile, como o uso de pictogramas emoji. Trazer o sentimento, a história por trás das coisas e o lado humano da marca aproxima os seguidores e os retêm.

Se o Instagram é uma plataforma inteligente para atingir o seu público, aproveitá-la agora, enquanto o alcance e engajamento orgânico ainda está em alta, é uma boa saída para as marcas. Resta a dúvida: sua marca está preparada para ser cativante?

Hashtag x tagline: doutrinando as marcas

Hashtag

O uso da hashtag já é antigo, tendo início no fim da década de 80 para a comunicação no meio acadêmico e até para o uso em conflitos bélicos. Depois foi a vez do IRC, que utilizava a hashtag para a localização dos canais.

Desde que foi repaginada pelo Twitter em 2007, a hashtag tem por objetivo centralizar eventos, ações, acontecimentos e assuntos em um único tópico para que qualquer usuário de internet consiga participar ou até mesmo acompanhar. Da mesma forma que inicia, pode acabar. Não tem o objetivo de ser eterna.

Hoje o uso da hashtag está popularizado. Quantas vezes o cliente não pediu pra enfiar guela abaixo a hashtag dele no anúncio? É uma tendência querer acompanhar as novidades, mas na maioria das vezes, o cliente não entende o verdadeiro sentido da hashtag.

Exemplo: #worldcup2014. Quem digitava no Twitter e Instagram, por exemplo, via a cobertura dos jogos a nível mundial, fotos, comentários e muitos trocadilhos. #100hapydays. O desafio que surgiu na internet convida os usuários de Instagram a postarem, durante 100 dias, suas fotos com a hashtag, além da hashtag auxiliar referente ao dia (ex.: #day19). O propósito do desafio foi estimular as pessoas a notarem o que as faz felizes a cada dia.

O brasileiro com seu jeitinho, transformou a hashtag num desabafo sem pé nem cabeça, eliminando as frases (ex.: #eu #de #boa #na #piscina) e utilizando elas de propósito quando a intenção é criticar ou elogiar algo (ex.: #boladão #mortinhadasilvasauro). O Lulu, aplicativo desenvolvido para mulheres avaliarem homens, fez sucesso no Brasil no final de 2013 e também abusou das hashtags, tageando os homens com base em suas características (boas ou más). Por exemplo: homem com a hashtag #UsaRyder significava que era galinha.

Em se tratando de bom uso pela marca, pode-se destacar o case de sucesso mundial da hashtag #vemprarua, promovido pela FIAT para a Copa do Mundo no Brasil, no qual a população acabou se apropriando em prol dos protestos iniciados em Junho de 2013 pela revolta da corrupção, dos gastos com a copa e do preço do transporte público em São Paulo e em diversas cidades do País (Não é só por 20 centavos). A campanha começou nas rádios, foi pro Youtube, TV e ganhou o país nas ruas. Tudo foi questão de oportunidade e uma excelente execução.

E a tagline nessa história toda?

A tagline é uma variação do slogan do cliente acompanhada pela marca. Muitas vezes o cliente quer, de qualquer maneira, colocar o slogan da marca na hashtag. Isso é uma variação da tagline e apesar de possuir o “#”, não tem caráter nem propósito para ser hashtag. Exceções existem, como é o caso da marca, que com sua tagline enxuta Just do it, estimulou usuários a utilizarem a #justdoit ao praticarem esporte. Mas estamos falando de Nike, não é mesmo? Se a FIAT tivesse utilizado o seu atual slogan #movidospelapaixão, já podemos imaginar o resultado. O usuário cada vez mais foge do que é comercial, do promover a marca gratuitamente sem um fim pessoal.

Pense só: se utilizar a hashtag e encontrar na internet algo sobre e os clientes usam é porque ela deu certo. É uma oportunidade de aumentar o contato de primeiro momento. Se foi apenas um VT, a hashtag levará para fotos, behind the scenes, promos e extras na internet. Caso contrário, será apenas pra dizer que está na onda, tipo de tiozinho da Sukita, lembra?

Então é isso. Hashtag sempre com propósito. Tagline em forma de hashtag apenas se sua marca tiver o valor de uma Nike.

O que mudou com o novo algoritmo do Facebook?

Já abordamos no blog sobre a relevância do edge rank para o sucesso de uma empresa na rede social. E como nada no marketing digital é para sempre, muitas coisas mudaram de lá para cá. Estudos estatísticos realizados pela Komfo entre agosto e novembro de 2013 mostraram os efeitos das mudanças recentes feitas pelo Facebook em seu algoritmo.

Com a implantação do novo algoritmo do facebook, atingir um fã com o seu conteúdo pelo feed de notícias está mais difícil.

edge rank, facebook, feed, timeline

 

Pela pesquisa, realizada com mais de 5 mil fanpages, ocorreram diminuições significativas de fãs impactos pelo conteúdo com uma diminuição geral no alcance devido às mudanças no algoritmo do Facebook. Por outro lado, o alcance viral tem aumentado.

  • Diminuição de 42% nos FÃS IMPACTADOS de agosto a novembro de 2013
  • Aumento de 31% em ALCANCE VIRAL de agosto a novembro de 2013
  • Aumento de 28% na TAXA DE CLIQUES (CTR) de agosto a novembro de 2013

 

É evidente que o Facebook não está mais trabalhando à favor do espaço de mídia gratuita que as empresas aproveitaram sistematicamente. Hoje, se uma marca quer atingir seu público com o seu conteúdo, terá que investir em anúncios no Facebook.

Com a mudança, os usuários terão seus feeds de notícias potencialmente melhorados através da exibição de conteúdo de maior qualidade. Ou seja, pessoas mais engajadas, que consomem seu conteúdo e que acham o seu assunto mais interessante receberão a informação com muito mais precisão.

E as mudanças não param por aí: em divulgação oficial, o Facebook compartilhou números relevantes de pesquisas de tráfego em relação ao consumo de notícias por meio da rede social. Testes estão sendo feitos como, por exemplo o recurso “histórias para compartilhar”, a fim entender o comportamento do usuário no consumo da notícia. Postar com mais frequência no Facebook aumenta o tráfego de referência de outras mídias externas. A própria postagem de links externos ganhou mais destaque com o aumento do campo de imagens nos últimos meses. Com isso, não se espante se aparecer cada vez mais artigos e notícias no seu feed de notícias e menos memes e páginas de pouca relevância. Faz parte do jogo.

O Facebook é  sim uma rede social focada em pessoas e não empresas. É por isso que deve-se compreender o seu modelo de negócio ao rentabilizar à medida que empresas também o queiram fazer, utilizando-se de sua plataforma.

Assim, as páginas empresariais do Facebook deverão investir cada dia mais em anúncios, serem criativas e relevantes para manter sua comunicação. Caso contrário, serão prejudicadas com a mudança dos critérios adotados pelo Facebook pois é crescente a quantidade de conteúdo compartilhado e cada vez menor o número de fãs para consumí-los de uma só vez.

Marketing no Facebook: “Fake Friend”

Uma das desconfianças de quem usa redes sociais é a de que nem sempre o que vemos corresponde a realidade. Por isso foi criada, através da Aquatro Comunicação e Marketing, a ação Fake Friend: uma forma divertida e inusitada de mostrar que nem sempre podemos nos esconder atrás de um avatar. Para a ação no Facebook, foi criado um personagem para adicionar algumas pessoas à sua rede de amigos. Depois, um efeito viral fez com que várias pessoas adicionassem o perfil fake graças aos amigos em comum. Ao fazer isso, eles eram impactados com a mensagem da Academia Corporação. A ação de marketing no facebook foi selecionada pelo juri como uma das melhores peças do Show Up ES 2014 na categoria “Digital“.

Aplicativo de Facebook “Meu futuro”

Cenário

Os jovens estudantes em sua grande maioria não apresentam nenhuma mínima preocupação com o futuro em longo prazo deles próprios. O que percebo é que estes jovens simplesmente levam uma vida hedonista, tendo em vista simplesmente o futuro imediato. São jovens que não aprenderam a planejar a própria vida, a dar valor a necessidades essenciais. Jovens que demoram a sair da “minoridade”, são dependentes dos meios da família por mais tempo e, podemos inferir que, possivelmente terão mais dificuldades para ter a sua própria independência e, juntamente com ela, qualidade de vida.” Anderson Yankee (Filósofo)

O medo é bem comum quando o jovem está prestes a fazer vestibular ou a fazer um grande investimento na própria carreira. Talvez, esse seja um tipo de convite ou intimação que a vida envia para os jovens e que não pode esperar”. Camila Guillardi (Psicóloga)

Os estudantes do Darwin vivem uma extensa dedicação aos estudos, um dilema quanto à escolha da profissão e uma grande pressão pessoal e social para que tenham êxito no vestibular. Diante desse cenário, o que fazer para estimular o jovem da geração Y a pensar no seu futuro a médio prazo, de forma a minimizar a ansiedade da conquista profissional e oportunizar a reflexão sobre seus reais objetivos de vida?

Solução

Uma mochila para guardar o futuro. Foi esta a proposta do aplicativo de Facebook feito para o Colégio Darwin através da Aquatro Comunicação e Marketing.

No aplicativo, os fãs de Darwin puderam criar um planejamento com seus desejos, sonhos, perspectivas e expectativas para daqui a 5 anos, respondendo a perguntas.

Após respondidas, as mochilas do futuro eram arquivadas para serem entregues aos estudantes em 2018, diretamente pelo e-mail vinculado ao aplicativo de Facebook, a fim de analisar o caminho idealizado: tiveram mudanças de planos? conseguiram conquistar seus objetivos? Utilizando a hashtag #meufuturo, os estudantes puderam ainda publicar uma imagem personalizada com sua chave de segurança, divulgando e convidando outros amigos a também fazerem o mesmo.

Resultado

Durante o mês da ação, mais de 100 estudantes fizeram seus planejamentos e compartilharam na timeline do Facebook o aplicativo, que teve uma média de 600 usuários.

Instagram: Espalhe abraços

Para o dia do abraço, realizado no dia 21 de maio, foi criada para a Aquatro Comunicação e Marketing a ação de Instagram #espalheabraços, estimulando as pessoas a compartilharem seus momentos utilizando a hashtag da campanha e postando as fotos na internet por meio do aplicativo do smartpphone. As fotos fizeram parte de um vídeo comemorativo, composto de trilha sonora feita especialmente para a data. Não deu outra: a ação, que se estendeu naturalmente também em outras redes sociais, mostrou que um simples ato pode multiplicar os diversos sentimentos que ele proporciona, além de estimular outras pessoas a também participarem. Resultado: engajamento, associação positiva da marca e centenas de abraços compartilhados com gasto zero de mídia.

Storytelling: a nova velha arte de se comunicar por histórias

A estrutura narrativa de contar histórias é um recurso utilizado desde os tempos remotos, mesmo que instintivamente pelas civilizações. Muitas dessas histórias se espalharam pelos povos, entraram para os registros, mudaram sociedades e até mesmo viraram lendas, replicadas e adaptadas em diversas culturas.

Derivado desse conceito milenar, temos hoje a contação de histórias nas diferentes mídias e o cuidado com as narrativas que o público de cada uma consome, também chamada Transmedia Storytelling. Esse conceito foi proposto por Henry Jenkins pela primeira vez em 2003, em referência ao universo ainda desconhecido dos filmes Matrix. Para Jenkins, o Transmedia Storytelling incentiva comportamentos de diversos fãs da marca ou produto, da criação à circulação de informações, fornecendo um terreno fértil para uma variedade de ferramentas de engajamento. Por isso, não basta só apenas ter uma história boa, tem que envolver o público no seu objetivo final sendo a história o condutor desse meio.

Seria possível então alvitrar uma possível relação direta com o consumidor sem ser efusivo num diálogo que ainda não possui aproximação suficiente para isso? Sandra Turchi (especialista em Marketing Digital) deixa dicas importantes baseadas no conhecimento do público e na relação dele com sua marca. “Primeiro, a sabedoria de saber ouvir o cliente e outros eventuais atores do processo para entender como a conversa pode ser relevante. Depois, aprender sobre o negócio e descobrir a sua história ou outras histórias a serem contadas. E, por fim, explorar essas histórias, suas variações e implicações para criar conceitos de comunicação que possam encantar o consumidor“.

Já David Martin, (colunista da Forbes) vai mais longe, reforçando a ideia de que para criar uma relação mais próxima com o seu público, é preciso abandonar algumas crenças, como a de que criar um conteúdo da marca é o bastante para o cliente vivenciar uma boa experiência. Para isso, é preciso colocar a emoção como prioridade, sendo a marca apenas a cereja do bolo. David diz que podemos até não sermos capazes de forçar os consumidores a assistir os anúncios, mas que é necessário criar algo que seja convincente ao ponto que os consumidores vão sentir a necessidade de ver e de compartilhar com os seus amigos. Assim, as histórias serão contadas por grandes contadores e não por redatores, que muitas vezes são podados pelos clientes na justificativa do retorno de venda.

Sugiro para leitura complementar o artigo (disponivel em inglês) de Helen J  publicado no International Journal of Organisational Behaviour e o livro “Cultura da Convergência“, de Henry Jenkins.

Para finalizar, compartilho com vocês a história de seu Zio e suas 34.000 moedas. Um case da Fiat mostrando como é possível envolver o público com storytelling através do apelo emocional da marca:

Edge Rank do Facebook: o algoritmo de relevância da rede social

Provavelmente você deve ter se perguntado algum dia qual o critério usado pelo Facebook para determinar o que aparece ou não no seu feed de notícias, no de fãs ou dos próprios amigos e é por isso que hoje iremos falar sobre o Edge Rank. O Edge Rank do Facebook é um indicador em forma de algoritmo que faz com que cada post do Facebook tenha sua qualidade. Quando maior a pontuação gerada, mais pessoas poderão ser impactadas, por exemplo. Para o algoritmo, o Facebook criou três varíaveis de análises para determinar o quanto uma publicação é relevante: afinidade, relevância e tempo.

Afinidade: a primeira variável – Edge rank do Facebook

O quanto você (ou sua marca) interage com as pessoas. A quantidade de pessoas que curtem, comentam, compartiham e até mesmo visualizam os conteúdos com links externos determinam o quanto a publicação teve de afinidade com o usuário. É por isso que se você curte uma fanpage e não sabe porque não está recebendo as novidades que ela publica, provavelmente você não tem se relacionado o suficiente para que o Facebook selecione o conteúdo como importante e por isso, não expõe no seu feed de notícias. Desta forma, quanto maior os índices de participação da publicação, maior a importância e consequentemente, maior será o alcance da mensagem.

Peso: a segunda variável – Edge rank do Facebook

O Facebook atribui um peso para cada tipo de conteúdo. Conteúdos mais interativos possuem peso maior do que os estáticos. Assim, fotos e vídeos têm valores maiores do que textos e links. A enquete, realizada pelas fanpages, tem um peso maior do que todas as citadas anteriormente, talvez pelo nível de participação direta do usuário. As ações dos usuários também possuem peso. Desta forma, comentar uma postagem é mais relevante que compartilhar e curtir.

Tempo: a terceira variável – Edge rank do Facebook

Comunicação em tempo real sempre foi relevante em todo tipo de mídia, nas diferentes épocas da humanidade. Por isso mesmo, postages mais recentes tem valor maior no cálculo do Edge Rank do Facebook. Mas não basta postar cedo, é preciso levar o conteúdo quando o seu público estiver apto para interagir com ele. Desse modo, o controle do tempo ajuda a manter o feed de notícias sempre com novos conteúdos.

É preciso envolver um diálogo direto, principalmente se tratando de páginas empresariais que geralmente tem o caráter de serem efusivas nas redes sociais. O conteúdo vale ouro quando é levado da maneira certa a quem o consome.