Novas mídias e novos negócios

No dia 12 de novembro de 2015 participei como palestrante do 1º Convip – Ciclo de Palestras do curso de Comunicação Social da Faculdade Pitágoras, de Linhares, ES. Na oportunidade, discutimos sobre novas mídias e novos negócios. Compartilho agora os principais pontos abordados da temática:

OCEANO VERMELHO

No oceano vermelho, a concorrência é sangrenta e o mercado, saturado das mesmas ideias. Nele, as empresas competem em mercados existentes, numa briga de concorrência e exploração de demanda existente. A empresa faz a compensação entre valor-custo e alinha a empresa inteira com sua escolha estratégica de baixo custo ou diferenciação, na perspectiva de defender a posição atual.

OCEANO AZUL

No oceano azul, as empresas criam novos mercados, tornando a concorrência irrelevante a partir da criação de novas demandas. Desta forma, é possível quebrar a relação entre valor-custo, alinhando a empresa inteira com sua escolha estratégica de baixo custo e diferenciação na perspectiva de inovar e perseguir novas oportunidades. A internet é um exemplo com seu universo de possibilidades a ser explorada.

CONSUMIDOR

O comportamento dos consumidores e as expectativas mudaram para sempre. Com os telefones poderosos em nossos bolsos, fazemos mais que apenas verificar o tempo, o texto de um cônjuge, ou conversar com amigos. Voltamos para os smartphones com intenção de esperar das marcas respostas imediatas  para nossas necessidades. Para fins de estudo, o Google Think as definiu como: eu quero saber, eu quero ir, eu quero fazer e eu quero comprar.

eu quero saber - google

eu quero ir - google

eu quero fazer - google

eu quero comprar - google

Nesses momentos, as decisões são tomadas e as preferências são moldadas. O desafio é entender e aproveitar ao máximo os pontos interligados da jornada de consumo (conhecimento, consideração, intenção e decisão) definindo os fundamentos de métricas antes de mergulhar no trabalho criativo. Para o presidente da DPZ&T, Eduardo Simon só criatividade é pouco para lidar com a dinâmica atual do mercado. É preciso aliá-la a resultado. “A publicidade como nós conhecíamos morreu. (…) Antes, o trabalho da agência acabava quando a campanha ficava pronta. Hoje ele começa”.

jornada do consumidor

Jornada do consumidor

Momento Zero da Verdade – ZMOT

A jornada da decisão de compra mudou. Cada vez mais, pessoas buscam informação de um produto ou serviço pela internet antes de realizar uma compra. O ZMOT é isso, um novo acréscimo vital ao processo clássico de três etapas (estímulo, prateleira e experiência). O que foi uma vez uma mensagem agora é uma conversa. Os compradores hoje encontram e compartilham suas próprias informações sobre produtos de sua própria maneira, em seu próprio tempo. O boca a boca está mais forte do que nunca e pela primeira vez na história da humanidade, o boca a boca é um meio arquivado digitalmente. Nenhum MOT é pequeno demais. Se os consumidores pesquisarão na Internet desde casas até assistência médica, eles também o farão com band-aids e canetas esferográficas. Os MOTs estão se encontrando. Nossos dispositivos móveis são máquinas de MOT. Conforme o uso de celulares cresce, os momentos zero, primeiro e segundo da verdade estão convergindo.

OMNI CHANNEL

Em comparação com outras categorias, como onechannel (canal de via única) e multichannel (canal de múltiplas vias), o omnichannel veio para mostrar que atualmente, trabalhando com dados de diferentes fontes e diferentes canais, é possível descobrir mais sobre clientes, inclusive oportunidades perdidas ao longo do processo de consumo. Por mais que a revolução da mídia social significou a troca de duas vias no diálogo e na interação, o omnichannel pode ser considerado, no cenário de novas mídias e novos negócios como a realização de um negócio social. Os dados de preferência pessoal podem ser usados universalmente em dispositivos e com isso, a marca pode saltar para as oportunidades reais através da interpretação de dados, entendendo as reais necessidades dos clientes, oferecendo o complemento das decisões de compra (cross selling) ou até itens melhores com base na escolha (up-selling). Desta forma, a decisão final de compra, o preço, o relacionamento, os serviços e a continuidade da comunicação serão todos considerados, independente da mídia ou da ordem de impacto da marca pelo canal.

BIG DATA

Growth Hacking Marketing, ou “Marketing de crescimento hacker” é uma palavra nova para a maioria, mas uma prática há muito realizada pelos gerentes de produto do Vale do Silício. Com a mídia de massa desaparecendo e o ataque da customização em massa e do nicho web, o marketing como nós conhecemos nos últimos 100 anos morreu. As pessoas estão sendo bombardeadas com os dados e a tendência e que independentemente de quão bom um widget ou aplicativo seja, as pessoas estarão fadigadas pelo interesse. O problema agora é a distribuição que enfrenta cada produto e cada inicialização.

Growth Hacking Marketing apareceu como a maneira moderna de atingir um mercado e distribuir uma idéia, puxando insights de economia comportamental e gamificação para encontrar a mensagem certa, vinda dos usuários. A estratégia de crescimento está dentro dos parâmetros de um método escalável e passível de ser replicado para o crescimento, impulsionado pelo produto e inspirada por dados. Os objetivos são baseados em marketing, mas impulsionados por intuições sobre os produtos, vivendo na intersecção de dados, produtos e marketing. No entanto, vale ressaltar que o Growth Hacking Marketing é um processo, não um livro secreto de idéias. Estratégias de crescimento não podem ser facilmente copiadas e coladas de produto para produto. Além disso, o crescimento nunca é instantâneo.

Se tratando de big data, toda e qualquer informação é poder quando se transforma dado em conhecimento aplicável.

MÉTRICAS DE VAIDADE

Os dados superficiais não corresponde com a realidade. É preciso averiguar a verdade por trás dos fatos. Confira aqui o post detalhado sobre o tema.

PENSE LOCAL

Encontre novas soluções para os problemas de sempre, mas não deixe o pensamento local matar o seu negócio.

PENSE DIGITAL

Não é sobre estar ou não nas mídias sociais. É como as mídias sociais catalizam os resultados do negócio.

PENSE GRANDE

Se o mundo é tão grande, pra que pensar pequeno?